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MPT:Entidades parceiras em projeto social recebem instrumento musicais

Data: 09/10/2017

O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Pará/Amapá e a Fundação Carlos Gomes (FCG) fizeram a entrega de instrumentos musicais para mais duas entidades parceiras do projeto “Escrevendo e Reescrevendo a Nossa História”, uma iniciativa do MPT em conjunto com outras 15 instituições que trabalham com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

A Paróquia de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro, no bairro do Telégrafo, e a Associação das Pessoas com Deficiência (APPD), em São Brás, foram contempladas com a cessão de instrumentos musicais para poder dar continuidade ao trabalho que já estão desenvolvendo e ampliar a oferta de cursos de musicalização.

Na Paróquia do Perpétuo Socorro, onde estão sendo desenvolvidas as ações do “Escrevendo a Nossa História”, alunos do projeto e pessoas da comunidade lotaram o salão paroquial para acompanhar a entrega dos instrumentos. Na ocasião, foi assinado o termo de cessão dos instrumentos, e, em seguida, se apresentaram o cantor Reginaldo Viana, que coordena o projeto Música e Cidadania da Fundação Carlos Gomes, a soprano Dhuly Contente, que coordena o Polo da Vila da Barca, e um quinteto de sopros. O Polo da Paróquia Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro recebeu mais de 80 instrumentos. Foram 50 violões, 11 teclados, 50 flautas doce e 30 estantes de partitura.

A outra entidade beneficiada foi a Associação de Defesa das Pessoas com Deficiência (APPD), que recebeu 50 flautas, cinco violões, cinco cavaquinhos e dois teclados. Atualmente, os cursos de música da APPD têm 250 alunos matriculados. A associação oferece cursos de teclado, violão, cavaquinho, canto e flauta doce. Em média, são 50 alunos por curso e o instrumento mais procurado pelas pessoas que buscam o ensino musical na entidade é o violão. O diretor técnico da associação, Ronaldo Oliveira, diz que agora mais pessoas poderão ser atendidas. “Com a entrega desses novos instrumentos vamos poder ampliar o número de alunos em pelo menos mais cem”, garantiu o diretor.

O procurador do Ministério Público do Trabalho, Sandoval Alves da Silva, é o idealizador do projeto “Escrevendo e reescrevendo a nossa história”, cujo Termo Concretização de Direitos Humanos celebrado entre o MPT e a Companhia Docas do Pará (CDP) possibilitou que multas trabalhistas fossem revertidas em prol de instituições que atuam na socialização e ressocialização de pessoas. O procurador, que já foi coordenador nacional da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT, disse que o projeto tenta diminuir a distância imposta pela sociedade entre o mercado de trabalho e a pessoa com deficiência.

“A APPD é mais uma área de abrangência do projeto. Entregar esses instrumentos aqui significa garantir oportunidade às pessoas que são discriminadas e alijadas da sociedade, permitindo que elas tenham uma vida normal e, assim, possam superar as barreiras que lhes são impostas e que limitam suas oportunidades. Aqui, elas têm direito às mesmas chances que qualquer outra pessoa”, esclareceu o procurador.

Além de instrumentos musicais, a APPD ganhou como padrinho o cantor lírico Idaías Souto, que fará palestras, apresentações musicais e intercâmbio de conhecimento com os jovens do polo. O cantor contou que nasceu com uma deficiência chamada “pé de bola” e por isso se identifica muito com o trabalho desenvolvido pela Associação. “Essa ação é maravilhosa, me identifico muito com o trabalho que está sendo feito por eles”, declarou.

O superintendente da FCG, Paulo José Campos de Melo, mostrou que existe campo de atuação para os músicos e que a fundação também atua no sentido de possibilitar a inserção desse profissional no mercado de trabalho. “Tenho certeza que nós vamos acolher muitos alunos daqui no Instituto Carlos Gomes. E os músicos que saírem desse polo vão fazer carreira e vão poder sobreviver da sua arte. Agradeço à Paróquia do Perpétuo Socorro pela estrutura e cessão desse espaço, e também ao Ministério Público do Trabalho, pela sensibilidade de olhar para este segmento, que é tão pouco lembrado”, declarou. “A sociedade quer o produto pronto – os concertos, os recitais, os shows, as óperas –, mas não sabe o quão complexo e longo é o trabalho de iniciação musical desses jovens. Isso ninguém vê. Felizmente, o MPT teve a sensibilidade de estar conosco nesse projeto”, completou Melo.

O projeto – A partir de um Termo de Concretização de Direitos Humanos celebrado entre o MPT e a Companhia Docas do Pará (CDP), são realizados cursos destinados a jovens em situação de vulnerabilidade e egressos da socioeducação e do sistema penitenciário. Os recursos para a oferta dessa formação provêm de multas revertidas em prol de instituições que atuam na socialização e ressocialização de pessoas, bem como de ações que possam garantir cidadania para crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.

O trabalho é conduzido pelo MPT e desenvolvido com apoio de diversas instituições além da FCG, como o Tribunal de Justiça do Estado (TJE/PA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), entre outras.

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